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Churrasco em Guaiúba-CE.

Bem, começa mais uma história, combinamos um churrasco para o Domingo dia 12/07/09, assim sendo, acordei cedo, mas não consegui sair cedo de casa, apesar do combinado ter sido às 08:30 hs no posto de combustível próximo à CEASA, cheguei perto das 9:30 hs onde todos já estavam impacientes com a minha demora, assim sendo, demos início ao deslocamento até o local combinado para o churrasco que foi numa barragem de um rio que corta a trilha dos canos no município de Guaiúba, próximo ao Distrito de  Itacima, mas o imprevisto não estava nos nossos planos e o acesso ao rio estava bastante difícil e o próprio rio não estava bom para o banho, pois estava muito cheio e com correnteza. Local abortado, e agora, pra onde ir? Um residente das proximidades falou de uma cachoeira, mas nem ele sabia como chegar, foi aí que o Victor, grande conhecedor de terras à desbravar citou o sítio do Luizinho como um bom lugar. Até ali, eu tinha em mente que o sítio do Luizinho era um local de fácil e rápido acesso, foi aí que o nosso saudoso amigo Cachaça (Daniel), que também conhecia o local, disse que era um bom local, mas tinha uma trilha até chegar lá, o Victor ligou para um vizinho do sítio do Luizinho e este informara que a estrada estava boa e que qualquer carro chegaria lá, então todos concordamos sem hesitar, já que não tínhamos outra saída, então foram feitas algumas ligações para saber se realmente poderíamos “invadir” a propriedade alheia. O dono não, mas o filho do dono autorizou a nossa estadia no devido sítio, então, sem contar pipocas, fomos, todos, mortos de fome, em busca do sítio do Luizinho.

Pegamos a estrada voltando em direção à Guaiúba e lá entramos pro lado leste da cidade, cortamos toda a cidade até acabar a civilização, pista tranqüila, calçamento bem feito, até que então este se acaba e começa a piçarreira, e o tempo fechou, caindo aqui e acolá uma chuvinha e a barriga pedindo comida, e tome estradinha de terra, quebra pra direita, tome erosão, tome buraco, tome pedra, e anda mais, e até que alguém disse: – “Ta perto, Victor?” e este responde: – “Ta, faltam só 15 minutos!”, e tome dez, tome vinte, tome meia hora, e surge no rádio: – “Cadê Victor?”, e este com a corda no pescoço: – “Já estamos chegando!”, e anda mais e puxa o Assis com o EcoSport da Giza na primeira ladeira, e puxa na segunda e tome a andar, e não sei se é por que era longe mesmo ou por que a barriga não agüentava mais, mas tome tempo e quanto mais se andava, mais longe ficava, até que por um milagre ouvimos aquela voz que tanto esperávamos, pelo rádio: – “Chegamos pessoal!”, ali toda a raiva que vinha se acumulando a cada erosão, a cada buraco, a cada obstáculo, se desfez num alívio como quem diz ainda bem, senão…

Ao chegarmos, olhei para o relógio, eram 14:00 hs em ponto, então o povo todo sem demora, cada qual com algo na mão, uns com as churrasqueiras, outro com o carvão, outro com o fósforo, outro o álcool em gel, teve até quem levasse farofa preparada em casa, que por sinal não deu pra quem quis de tão gostosa que tava e outro com uma panela de baião de dois com queijo, que entreteve o pessoal até a hora da carne ficar pronta. E por falar em carne, essa não faltou: costelinhas, frango, picanha, maminha, muito pão de alho e sossego, alguns arriscaram tomar banho no açude, outros simplesmente sentaram e curtiram a brisa amena do açude, debaixo de uma cabana de palha.

Depois que todos não agüentavam mais comer carne, ou seja, quando a carne começou a sobrar nos pratos e na churrasqueira, começamos a arrumar as tralhas para voltar à civilização, a volta foi super tranqüila, o carro do Assis (Giza) só precisou ser puxado duas vezes e o carro do Marcelo Santoro furou um pneu, o que deu tempo de seguir tranqüilamente sem vexame, o Cachaça, Eu e o Assis, na frente devagarinho, até o pessoal que vinha mais atrás nos encontrar perto da cidade. Chegamos nesta já à noite por volta das 18:00 hs, tivemos que abastecer os carros e depois voltamos tranqüilamente à capital.

A confraternização num dia como esses, gera, entre outras coisas, respeito, amizade, companheirismo, compreensão entre os participantes, pois apesar de não conhecermos o local, concordamos em nos aventurar e a seguir o Victor que por muitas vezes foi criticado, pelo difícil acesso ao local, mas tenho certeza que apesar de tudo, todos gostaram tanto da trilha quanto do churrasco. O inconveniente ocorrido foi a falta de planejamento, pois era pra termos confirmado de qualquer forma se o local escolhido realmente estava propício ao evento, pois se soubéssemos disso, teríamos ido de primeira pro sítio do Luizinho e tudo teria ocorrido sem maiores problemas.